4 de agosto de 2017

Creches 12 meses: Educação se organiza para oferecer atendimento no ensino infantil nas férias escolares

O funcionamento do ensino infantil durante o recesso de julho serviu de termômetro para a Administração Municipal, por meio da Secretaria de Educação, colocar em prática o projeto “Creche 12 meses”, compromisso de campanha da atual gestão.

Conforme a Secretária de Educação, Juvilde Padilha, entre 75% a 80% dos 1.676 alunos da Educação Infantil, frequentaram os Centros de Educação Infantil (CEIs.) no período de uma semana e meia. “Podemos dizer que nas creches durante este período de uma semana e meia, tivemos de 75 a 80% de alunos em aula, envolvendo os alunos da área urbana e área rural”.  A rede municipal de ensino conta com 9 Centros de Educação Infantil, 9 na cidade e 6 na zona rural. Desses, a Jubileu de Prata funciona apenas como creche e o CEI A Caminho Futuro oferece somente a pré-escola.

No recesso de julho, ressaltou a Secretária, os profissionais da educação que prestaram serviços, cumpriram as suas funções dentro do calendário do ano letivo. “Na uma semana e meia de julho foi para cumprimento de dias letivos, porque nós iniciamos o ano com uma semana de atraso e por conta de reuniões e capacitações esporádicas todos esses dias devem ser transcritos ou transformados em dias letivos. Então por isso que esse período foi trabalhado com aulas, não diretamente no programa de gestão, mas sim para cumprimento de dias letivos, é isso que gostaríamos de deixar claro”.

Já para as férias escolares entre o final de ano e início de 2018, o planejamento será outro. Juvilde informa que em novembro haverá inscrições de famílias que desejam encaminhar os filhos para as creches, com a devida comprovação de que os pais estarão trabalhando neste período. “Em novembro nós vamos abrir alguns dias de inscrições das famílias que querem colocar os seus filhos na creche, vai ser o dia todo e com comprovante de trabalho das mães, carteira de trabalho assinada. Então vamos abrir essas inscrições para conhecermos a demanda”.

A intenção é que funcionem duas creches na área urbana no período das férias escolares, que a princípio seriam o Centro de Educação Infantil Eliete Teixeira Lopes no Conjunto Habitacional Integração e mais uma no Bairro Santo Antonio, a definir entre o CEI Padre Armando de Costa e o CEI Caio Pisani.

A Secretária explicou que também está em estudo pelo jurídico da prefeitura como será o atendimento na última semana de dezembro quanto à disponibilização dos profissionais da educação. Já para atendimento a partir de 02 de janeiro, serão abertas inscrições dos profissionais que queiram trabalhar neste período, com contrato determinado. “A partir de 02 de janeiro quando estas crianças começarem a frequentar as creches, nós vamos ter com certeza inscrições para os professores que desejam trabalhar no período das férias. Esses professores a partir de 02 de janeiro terão um contrato com data de início e fim, para que atendam essas crianças especificamente neste programa de creche 12 meses”, esclareceu Juvilde Padilha.

O número de profissionais que serão contratados vai depender do número de crianças inscritas, assim como a demanda de transporte e alimentação. Outro esclarecimento feito pela Secretária de Educação se refere à programação durante este período, que será diferenciada em relação aos demais meses do ano em que estarão inseridos no calendário letivo. “O funcionamento didático pedagógico tem uma diferença. Eles não vão ter aulas. Vai haver atividades lúdicas, de psicomotricidade, com uma programação especial para estas crianças neste período. Será um trabalho didático diferenciado, porque não será calendário letivo oficial”.

Secretária Juvilde falou ainda sobre a viabilidade do funcionamento das creches por 12 meses. “Para mim o que comanda esta situação são as mães que trabalham fora, que não tem como deixar seus filhos em casa. Se elas tem que trabalhar e o município pode oferecer um programa desta natureza eu vejo que é cabível. Para a educação e administração municipal será uma experiência. Vamos lançar as inscrições, pensamos em 150 crianças, por exemplo. Se não houver demanda e se inscreverem poucas crianças, teremos que reavaliar, porque teremos despesas de alimentação, transporte e contratação de pessoal. Temos a consciência que temos que fazer uma leitura dentro deste contexto”, finalizou.


*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1490 de 03 de agosto de 2017.



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