10 de janeiro de 2014

Fundo do poço: Mesmo denunciado, Titon irá assumir a ALESC

O acordo para Romildo Titon (PMDB) assumir a presidência da Assembleia Legislativa está mantido. O atual presidente, Joares Ponticelli (PP), garante que irá renunciar no dia 3 de fevereiro. Já o presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, assegura que não existe “plano B” para a vaga mapeada para Titon. Denunciado entre outros 46 pelo Ministério Público após a Operação Fundo do Poço, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Titon aguarda a posse em sua fazenda, em Campos Novos, na Região Serrana.

Ainda que adotem tom corporativista, entre os deputados alguns nomes foram apresentados como alternativa para uma substituição. Um deles é o de Manoel Mota (PMDB), atual terceiro secretário da mesa diretora. Em troca do cargo, ele abriria mão de concorrer à reeleição. Atento ao cenário, Mota reuniu os correligionários e confirmou a candidatura. Moreira classifica qualquer especulação além do nome de Titon como “sacanagem”. O presidente estadual entende que as investigações estão em fase inicial e não há nada comprovado contra o parlamentar.

Romildo Titon mantém o silêncio. Em uma das poucas manifestações, por meio de nota oficial via assessoria, usou um ditado árabe que desaconselha justificativas, pois aos “amigos não precisa, e os inimigos não acreditam”. O processo apura supostas irregularidades e desvios de verbas públicas para a perfuração de poços nas regiões Oeste, Meio-Oeste e Serrana.


Em ano de eleições, Titon, o PMDB e a própria Assembleia podem ter o desgaste político de um presidente de Legislativo investigado pela Justiça. 

Fonte: Coluna Roberto Azevedo – NDOnline.





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