31 de julho de 2013

CELESC vai reajustar em 13,73% tarifas em SC

A Celesc Distribuição S/A vai reajustar em 13,73%, em média, as tarifas das contas de luz de 2,5 milhões de unidades consumidoras localizadas em 260 municípios de Santa Catarina e um do Paraná (Rio Negro).

O aumento foi aprovado nesta terça-feira, dia 30 pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em reunião pública. Os novos índices entrarão em vigor a partir do próximo do dia 7 de agosto.

O presidente da Celesc, Cleverson Siewert, declarou que o reajuste reflete, basicamente, o novo perfil da energia comprada pelas distribuidoras, com presença cada vez maior de energia gerada em termelétricas, cujo custo é maior que a gerada em hidrelétricas.

"Por questões ambientais, o governo federal está reduzindo a construção de usinas que necessitam de grandes reservatórios. Esse cenário tem favorecido a geração térmica. É uma nova tendência, que já impacta nos preços praticados pelo mercado. Na tarifa que a Celesc passa a praticar em agosto, o custo da energia é responsável por quase 80% do índice de reajuste em relação ao ano anterior".

Na revisão tarifária de 2012, o custo previsto para compra de energia ficou aquém do realizado. De acordo com a Celesc, ao longo de doze meses, a empresa foi onerada em R$ 569,5 milhões por conta dos despachos de térmicas, não previstos na tarifa. Esse valor está sendo ressarcido à empresa via recursos da Conta de Desenvolvimento Energético, numa estratégia do governo federal para evitar um impacto ainda maior no índice de reajuste tarifário.

Como funciona

O reajuste tarifário é efetuado anualmente para todas as concessionárias de distribuição de energia elétrica e, no caso da Celesc, acontece sempre no mês de agosto, de acordo com o contrato de concessão.

O custo do serviço de distribuição de energia elétrica é composto de duas parcelas. A parcela A incorpora os custos não gerenciáveis da Celesc Distribuição, como compra e transporte de energia elétrica e encargos setoriais resultantes de políticas de governo, sem margem de comercialização, cabendo apenas a cobertura dos custos.

A parcela B incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica, como pessoal, materiais e serviços, remuneração dos investimentos e cota de reintegração regulatória, com margem de comercialização previamente estabelecida e vinculada à eficiência operacional e à prudência dos investimentos.

Fonte: Portal Economia SC


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