7 de fevereiro de 2013

Homem que teria recebido ordem do PGC para atacar ônibus em Joaçaba é preso pela Polícia


As polícias Civil e Militar realizaram uma megaoperação que resultou na prisão do principal suspeito de ser um possível executor de atentados contra ônibus que estariam programados para Joaçaba. A prisão aconteceu por volta da meia-noite desta quinta-feira (07) no bairro Nossa Senhora de Lourdes e foi acompanhada pela equipe de reportagem da Rádio Catarinense. A.S, de 19 anos, conhecido como Ganso, natural de Joaçaba, cumpria pena no regime semiaberto na Penitenciária de Curitibanos pelos crimes de furto e roubo e foi preso após uma investigação da polícia. Ele ingressou no sistema penal no dia 16 de fevereiro de 2012 e estava foragido da Justiça.






Ligações telefônicas interceptadas

As investigações levaram ao nome de Ganso depois que a Diretoria de Investigações Criminais (DEIC) de Florianópolis repassou informações provenientes de interceptações telefônicas dando conta que o suspeito teria recebido ordens da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) para incendiar ônibus na região de Joaçaba. Outros dois suspeitos, V.C.R, de 30 anos, natural de Videira, foragido do Presídio Regional de Joaçaba onde cumpria pena por tráfico de drogas, receptação, estelionato e furto, e A.G, de 32 anos, natural de Catanduvas, que cumpria pena no regime semiaberto no Presídio de Joaçaba pelo crime de estelionato, também teriam ligação com Ganso em possíveis atentados nas próximas horas. Uma mulher foi detida em casa após ter ligações telefônicas interceptadas onde mantinha contato com os suspeitos de serem os eventuais praticantes das ações criminosas. Após a prisão de Ganso um adolescente de 17 anos foi apreendido por ter atirado pedras contra viaturas policiais.

Gasolina comprada em Posto de Joaçaba

A DEIC teria informado à Polícia Civil de Joaçaba que um posto de combustível teria vendido oito litros de gasolina em garrafas pet para pessoas ligadas a Ganso. A princípio seriam três suspeitos. Participaram da operação quatro delegados de polícia de Joaçaba e Herval d’ Oeste, agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil, policiais do setor de Inteligência e do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) da Polícia Militar. Os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia da comarca de Joaçaba para averiguação e os procedimentos legais.

Escoltas

Desde o início da semana os ônibus que fazem o transporte coletivo foram escoltados por viaturas da Polícia Militar. A Polícia mantém estado de alerta e todas as informações estão sendo apuradas para evitar eventuais ataques que possam ocorrer em Joaçaba.








Fonte: Rádio Catarinense 
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