27 de fevereiro de 2013

A história de um Bombeiro Comunitário de Campos Novos

As adversidades não o impediram de ser bombeiro
Transcrição  adaptada da história do Bombeiro Comunitário Carlos Alberto Campos Silva, enviada ao Centro de Comunicação Social do Comando-Geral.
"Sofri um acidente em serviço com uma árvore que caiu nas minhas costas há 15 anos atrás, eu tinha 21 anos. Fiquei sete meses internado no Hospital São José em Joinville e lá fique sabendo que não poderia mais andar.

O pior não foi isso, mas foi saber que perdi a chance de entrar para o Bombeiro Militar, que era um sonho meu. Eu estava pensado, um mês antes do ocorrido, em sair do meu trabalho e fazer o concurso. Sempre sonhei em ser bombeiro em vestir uma farda, ouvir o som das sirenes, o agito, a adrenalina, ou poder ajudar alguém, o que é maravilhoso na profissão de bombeiro.

Depois que perdi a inscrição devido ao acidente entrei em depressão por não andar, por não poder fazer o que eu queria, o que eu sonhava. Até que um dia conheci em uma clínica de fisioterapia na cidade de Rio Negrinho no norte do estado, onde eu morava e onde eu me acidentei. O então Tenente BM Diogo Bahia Losso (hoje capitão) foi quem me fez uma proposta de ir visitar no quartel do município, passear, passar o tempo, pois já fazia mais de ano que eu estava só em casa e sem sair para lado nenhum.

Então eu aceitei muito feliz. Ele me ajudou muito, comecei a colaborar com o quartel atendendo o telefone comercial, pois não tinha experiencia para atender aos solicitantes que ligavam para o número 193. Durante este tempo eu sempre sonhava em poder vestir uma farda como eles, mais não podia.

Passaram-se anos e eu adquiri vontade de aprender e paixão pelo trabalho. Como não poderia mais ser um bombeiro militar, apareceu a chance de ser um Bombeiro Comunitário. Conheci pessoas legais em minha vida, como o Tenente BM Sass (hoje major) e a Capitão BM Adriana.

Vim para Campos Novos, onde tinha parentes, me apresentei e pedi para poder trabalhar naquela cidade. Já faz três anos. Amo o que faço, sou feliz em ser chamado de bombeiro. Semana passada foi maravilhoso, consegui ajudar a socorrer por telefone uma criança com obstrução de vias aéreas (afogada). Foi a melhor coisa para mim. Quando os socorristas chegaram no local eu já havia orientado por telefone como efetuar as manobras. Em um trabalho conjunto com a mãe da vítima, conseguimos fazer a criança voltar a respirar.

Eu queria ser bombeiro militar, queria ser reconhecido, queria poder ajudar ou outros e também ser ajudado. Não consegui ser militar, mas sou bombeiro também, apesar das sequelas, da paraplegia nos membros inferiores e na função fisiológica, consigo ajudar os outros e tenho o reconhecimento dos meus companheiros e da comunidade.”


Fonte: Centro de Comunicação Social do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar de SC



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